Festival Literário - Lourinhã - 5 a 9 de maio de 2015

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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Às 10:50 por Unknown   Sem comentários


O dia de ontem, 6 de maio, contou com Miguel Real em dose dupla. O escritor, ensaísta e professor de Filosofia começou com uma aula para 200 alunos na Escola Secundária Dr. João Manuel da Costa Delgado e terminou a tarde, com uma animada conversa, no auditório do Centro Cultural Dr. Afonso Rodrigues Pereira.


O ponto de partida para a tertúlia foi o mais recente romance, publicado já este ano, intitulado O último europeu. Apesar de ter inúmeros elementos futuristas, Miguel Real classifica-o como romance em que pretende que o leitor pense no futuro da europa em várias dimensões.

A conversa enveredou pelos caminhos da ciência, dos avanços tecnológicos que, na atualidade, podem paracer futuristas mas, muitos deles, já estão, efetivamente, em estudo ou prontos a serem implementados como os elementos nano tecnológicos ou drones com moral. Moral essa que se traduz no seu objetivo. Quer isto dizer que um determinado robô, ao executar a missão para que foi programado com sucesso, acaba por atuar com uma determinada moral e que esses princípios éticos, se assim se podem chamar, são definidos pelo homem.

Por fim, e olhando para Portugal, o autor confessou-se algo desapontado com a política de falta de apoio à investigação científica seguida em Portugal. Para Miguel Real, o país estava numa posição invejável tanto a nível histórico como civilizacional. Portugal dispõe dos mais reputados investigadores e já não precisava "importar" cientistas. Com a atual falta de apoios, muitos desses investigadores foram para outros países realizar, muito bem, o seu trabalho provocando, uma vez mais, um atraso significativo no quadro mundial da investigação científica.


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