quinta-feira, 7 de maio de 2015
Às 12:12 por Unknown Sem comentários
Mas que belo serão de conversa, de memórias, de afetos e de liberdades!
Maria Antónia Palla e Leonor Xavier foram as convidadas para falarem das suas experiências enquanto mulheres, das suas memórias e das suas conquistas. Ambas contaram experiências de vida, de conquista da liberdade e da consciência política.
Ambas, com uma longa carreira no mundo do jornalismo, referiram-se às entrevistas que marcaram as suas vidas. Maria Antónia Palla, quando em 1969 foi a Paris, na ressaca da revolução de maio do ano anterior, e entrevista Jacques Brel, e Leonor Xavier, nos anos em que esteve no Brasil, entre 1975 e 1987, a entrevista a Vinicius de Morais.
Para elas e para os presentes, o moderador do serão, João Morales, trouxe duas músicas icónicas dos referidos artistas.
Do conhecimento à tomada de consciência
As duas convidadas confidenciaram que desde muito novas tinham conhecimento das lutas político partidárias pela liberdade em Portugal, mas a tomada de consciência, propriamente dita, chegou com a entrada na faculdade. Até aí o seu núcleo familiar acabava por as resguardar de assuntos que lhes poderiam, de alguma forma, condicionar o futuro.
Daí, a importância do maio de 68 em França, no qual a contestação partiu das universidades e não da classe operária. A grande pedrada foi a de eram os filhos das famílias abastadas que vieram para a rua protestar e exigir uma mudança do estado das coisas.
Foram abordadas várias obras da autoria das duas autoras mas o livro mais recente de Leonor Xavier, Passageiro Clandestino (que conta a sua luta contra um cancro) acabou por ser o mote para uma boa parte do serão. A autora julga que grande parte das pessoas que passou pela doença oncológica sofre em silêncio para não ser estigmatizada. Isto entronca no papel das mulheres na sociedade e na sua autonomia que não se dá exclusivamente pela via financeira, mas muito pela via social.
Esta opinião é partilhada por Maria Antónia Palla que em muitos momentos se referiu à amizade e cumplicidade entre as duas, porque afinal, isto anda tudo ligado!
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