sábado, 9 de maio de 2015
Às 23:22 por Unknown Sem comentários
A conversa de encerramento do Festival Livros a Oeste 2015 teve como protagonistas Mário Zambujal e Afonso Cruz. Dois repetentes que já inscreveram o evento nas suas agendas e por onde passam todos os anos.
Com o tema "Recordar o futuro" a conversa andou em torno deste e do seu contraponto: "Pensar o passado". Os convidados foram dando diversos exemplos de como se pode olhar para um determinado acontecimento na atualidade e pensar no que lhe deu origem assim como a implicação que terá no futuro.
Para Mário Zambujal "Recordar o futuro" é um bom jogo de palavras mas o jornalista e escritor preferia planificar o passado, apesar de saber que tal já não é possível. "O que eu gostava era que no futuro não se secundarizasse o ser humano", dando como exemplo a quantidade de despedimentos que ocorrem face ao trabalho que passa a ser entregue a máquinas. Referindo se a Afonso cruz, disse que o que ele faz não há nenhuma máquina que o faça.
Já Afonso Cruz, em resposta ao repto do tema da conversa, preferiu pegar no tema da educação. Segundo ele, educar é definir um caminho, pelo que é limitador. A vida é sempre mais um passo que ao escolhermos por onde vamos renunciamos a um infindável número de outros caminhos. Por isso, por vezes, olhamos para trás e perguntamos "e se?".
Quanto à atualidade vivida em Portugal, Mário Zambujal pegou em dois exemplos históricos: tanto em 1640 como no 25 de abril, o apoio popular vem de imediato em apoio à ação revoltosa contra o regime instalado.
Afonso Cruz disse que há muito que deixámos de viver a idade da criança. "De uma maneira geral identificamos o período de vivência no paraíso, sem obrigações, constrangimentos e pudores, com a idade da criança. É a nossa idade de ouro", concluiu.
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