Festival Literário - Lourinhã - 5 a 9 de maio de 2015

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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Às 23:26 por Unknown   Sem comentários


Na abertura da conversa "A Poesia Ilumina o Futuro", que teve lugar hoje ao final da tarde no Livros a Oeste, Alice Vieira e Cláudia R. Sampaio brindaram o público com a leitura de poemas de Ruy Bello e Mário Cesariny, despertando, desde logo, a atenção do público para uma sessão que se fez de leituras, de partilha e de cumplicidades.

À poesia das autoras convidadas juntaram-se poemas de grandes poetas portugueses como Herberto Helder e Fernando Assis Pacheco, entre tantos outros. Foi um final de tarde intimista, que foi descrito da seguinte forma por uma das espetadoras: "hoje, a poesia iluminou o presente".

Ao longo da sessão falou-se sobre o ato de criação poética e o que inspira as duas autoras, que consideram a poesia como algo profundamente essencial, confessional e pessoal.

Alice Vieira reportou à sua experiência como jornalista, dizendo que o profissão a ensinou a ser concisa, uma característica que se nota nos seus textos em prosa, mas também na sua poesia. Conhecida principalmente pela literatura infantil e juvenil, Alice Vieira publicou, pela primeira vez, poesia com "Dois Corpos Tombando na Água" (que venceu o Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho 2007, com o pseudónimo de Filipa Sousa), ao qual seguiram "O que dói às Aves", em 2009, e em 2014 "Os Armários da Noite".

Para a autora, a poesia, é diferente de qualquer outra forma de escrita. "É a única que escrevo à mão, disse.

Cláudia R. Sampaio que "escreve para contrariar o queixo caído" sublinhou a importância das vivências na sua escrita "confessional", chegando mesmo a dizer que pensa conhecer-se melhor quando acaba um poema. A autora tem dois livros publicados: "Os dias da corja"  e "A primeira urina da manhã". Descreveu, este último, como uma obra que alude a uma pureza inicial, a algo que não está contaminado.

Ao longo desta sessão abordaram-se temas tão diversos, como o cruzamento da poesia com outras artes e a difícil tarefa do tradutor de poesia, cuja dificuldade, muitas vezes, se prende com a transmissão do ritmo e da musicalidade que o autor consegue imprimir na sua língua original, mas que se pode perder na tradução.







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